Domingo, 10 de Agosto de 2008

Contas da transitoriedade da vida...e das boas surpresas!*

A MATÉRIA DO POEMA

 

Há uma substância das coisas que não

se perde quando as asas de beleza

lhe tocam. Perdemo-la de vista, às vezes,

por entre as esquinas da vida; mas

ela persegue-nos com o seu desejo

de permanência, e vem contaminar-nos

com a infecção divina de uma febre de

eternidade. Os poetas trabalham

esta matéria. Os seus dedos tiram

o acaso de dentro do que vem ao

seu encontro, e sabem que o improvável

se encontra no coração do instante,

num cruzamento de olhos que

a palavra do poema traduz. Leio

o que escrevem; e da chama que

os seus versos alimentam eleva-se

o fumo que o céu dispersa, por

entre o azul, deixando apenas um

eco do que é essencial, e fica.

 

Nuno Júdice, A Matéria do Poema

 

*obrigada por um fim-de-semana  muito zen, que me ajudou a desanuviar a cabecinha, a ver o azul do céu (e sentir o pó da terra!) e a recordar o que é essencial!!

Tou...:
Rabiscado por... misal às 20:34
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Da inevitabilidade da vida e da morte...

Poucas coisas na vida são imutáveis e permanentes e basta um só segundo para se saltar da maior alegria para o desespero mais profundo, sem que pelo meio haja lugar a um tempo de preparação para o que se segue.

Porém, se da monotonia ou da tristeza se transita agradavelmente para o colorido da felicidade, que dizer, fazer ou pensar quando num segundo a vida se esvai literalmente e alguém deixa  de o ser? Como é que num momento se existe e no momento seguinte já se é passado? E como é que o nosso coração e a nossa mente se conseguem adaptar à inevitabilidade da vida e da morte sem aviso prévio, que nos atiram inesperadamente para um lugar atemporal no qual pairamos indefesos e ébrios de emoções? E como reencontrar o fio dos dias por entre a dor, a incredulidade e o cansaço?Com o tempo tudo passa, dirão os mais sábios nestas coisas da vida! Só que há tempo e tempo, os minutos não têm todos a mesma duração, os dias decorrem em função do vivido e do sentido e não segundo um relógio criado pelo Homem na ânsia de controlar a realidade.

Afinal e para todos os efeitos, continua a ser a vida a dominar-nos a maior parte das vezes e nós somos meros jogadores de hipóteses que se ajustam àquilo que nos é permitido temporariamente e sem prazo de validade. Daí a necessidade de viver em vez de apenas ir sobrevivendo, a obrigatoriedade de escolher quando isso está nas nossas mãos, em vez de nos conformarmos com o que vai atalhando o nosso caminho, isto agora, isso depois, aquilo nunca mais. Para que a soma dos segundos desejados prevaleça sobre os segundos de dor, para que a memória retenha também o que decidimos e não apenas o que sonhámos e perdemos à espera que acontecesse...ou que desaparecesse!

 

 

 

Atsuko Seta (2007) toca «Für Elise», de Beethoven (Für D.Elisa, in Memoriam)

 

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Rabiscado por... misal às 20:21
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Abrir as janelas...

 

The Shoop Shoop Song,canção do filme «Mermaids»,

com Cher, Winona Ryder e Christina Ricci

 

 

 

...e aproveitar para cantar e dançar!

 

 

Tou...:
Rabiscado por... misal às 20:55
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

O paraíso é ali mais à frente!

AVE PRESA

 

Este pássaro que nasceu não sei de onde,

que atravessa com o seu voo a imprecisão

da minha noite, que rasga com a lâmina

das suas asas a mortalha da insónia,

foi apanhado por um caçador de furtivos

silêncios. Agora, debate-se na gaiola

do esquecimento; recusa o poleiro para

que o cansaço o empurra; despeja

o bebedouro do tédio que lhe trazem

com a alpista das palavras. Já não canta;

e os seus olhos reflectem um horizonte

cego, como se tivesse perdido o rumo

das migrações. Mas não morre; e

ouço-o debater-se dentro de mim, quando

lhe aceno com o azul, e uma esperança

de céu o obriga a sonhar.

 

Nuno Júdice, A Matéria do Poema

 

 

Ainda que seja mais fácil deixar-me ir na desolação dos projectos por cumprir, sem querer nem pensar nem sentir, apenas sonhando esquecer tudo e acordar amanhã dos pesadelos, a esperança é mais forte que tudo.

Descobri ao fim de tantos anos que sou uma optimista incurável ou que, pelo menos, o instinto de sobrevivência é mais forte que a vontade de me abandonar ao destino (há quem lhe chame acaso, há quem lhe chame a vontade de Deus, embora eu não consiga acreditar num deus que submete aqueles que criou a provações dolorosas!) e de chorar as mágoas! Não que não o faça, também preciso de tempo para curtir a tristeza, mas sinto necessidade de dizer não à  «atracção do abismo», de não me acomodar àquilo que me tem surgido de menos bom. É nestes momentos em que me apetece  nascer de novo num tempo diferente que o desejo de contrariar o que sucede de mau se fortalece nem sei como. Apenas sei que tenho de continuar a lutar, que tenho de construir os meus sonhos e arriscar neles a força que tenho e que, estranhamente, parece duplicar a cada novo obstáculo.

Teimosa? Sim, obviamente! Espírito de contradição? Sem dúvida!... e também a crença de que ainda há bocadinhos de paraíso à espera que eu os encontre ou  à espera que eu os invente a partir da areia que vou pisando estrada fora...

Rabiscado por... misal às 17:06
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

Descansar!

 Quino

 

 

...e «mai» nada!!! Descansemos, pois!

Rabiscado por... misal às 15:16
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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Partilhar!

1-Fiz um copy / past da informação do fórum    http://coclear-livre.forumeiros.com  , mas tenho a certeza que não se importam! Vale a pena divulgar o 1º Encontro de Implantados, hoje Coimbra:

 

 

1º Encontro Nacional de Implantados 2008

Dia 2 Agosto


Das 10h às 17h – Almoço com Piquenique.

Local: Parque Verde da Cidade de Coimbra frente ao Rio do Mondego - Choupal

Ponto de encontro: no arbusto ornamentado com a figura de um urso.

Sítio apropriado para a diversão das crianças, dotado de acessibilidades e espaços com sombra, esplanadas.

Cada participante/simpatizante/amigo/candidatos ao IC/implantados e família traz a sua respectiva comida.

Atenção:

Não esquecer do creme de protecção solar, obrigatório o uso de bonés, usar roupa confortável e desportiva, vai haver muito divertimento, jogos didácticos e animação.

............................................................................................................................................................................

 

2- POEMA

 

Se o sol se atravessa no caminho de um homem,

a luz pode empurrá-lo para o sonho. Então, fecha

os olhos; espera que as imagens se apaguem

do seu horizonte; e entra no vazio que a treva

lhe oferece. O sol, porém, continua

a brilhar. E ele insiste em manter os olhos

fechados. Anda, com passos hesitantes, num

caminho de luz; as mãos procuram um apoio

na sombra que não encontra. E quando volta

a abrir os olhos, os sonhos continuam à sua

frente, como se fizessem parte do seu destino.

 

Nuno Júdice, A matéria do poema

 

 

...é preciso tentar continuar a sonhar e batalhar pela concretização dos sonhos...mesmo quando o cansaço surge...e a vontade resvala...e as forças parecem ter acabado...


 

 

Tou...: cansada
Rabiscado por... misal às 11:32
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Rir...para não chorar!...

 

Mandaram-me...e eu até achei graça, mesmo danada como estou...ou por causa disso!

Não há dúvida que o riso (sobretudo quando nos rimos do que acontece connosco e das «partidas» que a vida nos prega!) continua a ser uma óptima terapia... Só precisamos é de arranjar forças para isso, ou de alguém que nos dê essa força! Felizmente, tenho quem ma dê! Obrigada aos diversos ouvidos (como foi sobretudo via mail, aos olhos!) que me têm estado a aturar a neura!

Uff...lá fora até está sol!...e cá dentro mais um bocadinho e ele volta!

Rabiscado por... misal às 13:25
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Nada sobre mim

Procurar agulha em palheiro...

 

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