Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
Mil Amarras me Prendem à Vida, (Con)viver com a Doença, de Silvia Bonino, col. Saúde e Sociedade,ed. Quarteto.
Descobri há dias este livro, completamente por acaso; o título, belíssimo, chamou-me a atenção; folheei o livro, li a informação na contracapa e nas badanas, li um bocadinho aqui, outro ali, descobri nele pedaços de mim e do meu novo caminho e soube que tinha de o trazer comigo.
A autora, psicóloga e doente crónica (com esclerose múltipla) fala da reconstrução da identidade do doente crónico a partir da sua própria experiência. A informação da contracapa é a seguinte:
Um testemunho corajoso e, ao mesmo tempo, uma reflexão cientificamente rigorosa sobre a doença crónica e as contradições, individuais e sociais, do nosso estilo de vida, sobre os planos que uma pessoa doente consegue, ou não, concretizar nos tempos e na forma desejados. Um olhar sobre as recidivas, o sofrimento, o cansaço, mas também sobre o árduo caminho que a pessoa doente precisa percorrer para aceitar falar de si própria e da sua doença com sinceridade e, ao mesmo tempo, com algum distanciamento. Um livro que procura fundir os conhecimentos teóricos com a experiência pessoal, a ciência com o testemunho, a única forma de analisar verdadeiramente a doença nos seus infinitos aspectos, aqueles que só o doente conhece, e de ir, ao mesmo tempo, muito além da experiência pessoal e irrepetível. Mil amarras que podem ser correntes que limitam o caminho e impedem o desenvolvimento, mas muito mais frequentemente são cordas robustas que nos mantêm ancorados ao mundo e que escalamos para crescer. É neste emaranhado de amarras que nos ligam aos outros, à cultura e à natureza, que se desenrola a vida de cada um de nós.
Nós, que ouvimos também com os olhos!
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