Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Síndrome de Cogan - Bonne chance, Stéphanie!

Contacto desde há algumas semanas com uma jovem francesa com Síndrome de Cogan que vai ser operada dia 3, para receber o seu implante coclear, pois está completamente surda desde há um mês.

Teve os primeiros sintomas da doença há cerca de um ano, mas apenas lhe foi diagnosticada a doença há um mês, quando teve a queratite (inflamação ocular); apesar de, desde os primeiros sintomas, ter sido correctamente medicada com corticoesteróides e imunossupressores, a sua evolução para a surdez foi muito rápida.

 

Tal como outra doente com quem já contactei, o ficar completamente surda foi quase um alívio: é que as flutuações na audição (e na compreensão dos sons) são tão grandes e acontecem tão frequentemente que os momentos de desespero são inevitáveis! E, se no caso da jovem francesa, estas flutuações demoraram cerca de um ano, já no caso da outra doente isso aconteceu durante cerca de vinte anos!

 

Será possível perceber o que é acordar a ouvir tudo ao longe, passadas algumas horas ouvir melhor e perceber parte das palavras que nos dizem (inferindo as restantes de acordo com o contexto - se conseguimos descobri-lo!) e chegar à noite e já não perceber quase nada de novo? Ou, quando temos sorte e alcançamos períodos de alguma estabilidade, conseguir perceber um telejornal, reconhecer músicas, ouvir e perceber os outros, conseguir perceber uma conversa telefónica e, duas ou três semanas depois, sem sabermos porquê, já só conseguimos perceber o pivô do telejornal enquanto mostram a sua cara e fazemos leitura labial que complementa o pouco que ouvimos? Quando o inverso sucede, acordar e descobrir que se ouve melhor, que já se reconhece outra vez aquele som, a alegria é grande; mas, com o tempo, tendemos a temperá-la de prudência, a não desejar sequer ouvir melhor, mas esperar não ouvir pior...

 

Apesar de tudo, que sorte tenho tido por ser uma «coganita» atípica e ainda ir conseguindo recuperar alguma audição!

E os outros? Quantos serão? Terão a sorte de fazer um implante coclear? Será possível para eles a reentrada no mundo dos sons? E haverá quem se preocupe com isso, para além dos familiares e amigos e alguns (poucos) profissinais da saúde? Quando ganharão voz esta  e outras doenças raras?

 

Boa sorte, Stéphanie, e bom regresso ao mundo dos sons!

Rabiscado por... misal às 18:46
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