Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Uma casa na pradaria...

«Nunca é demasiado tarde para seres aquilo que devias ter sido» George Sand

 

E se eu não sei quem deveria ter sido? E se eu até sei e até fui quem deveria ter sido, quem deverei ser a partir de agora, já que o tempo, como dizia a canção, não volta atrás? E como saber quem deverei ser, melhor, quem consentir ser (vide post anterior, excelentíssimo leitor! Se ainda não o leu, vá lá primeiro e volte aqui depois, que este post não foge, espero eu!)?

Passamos a vida inteira a ter de escolher e bem pequenos já nos perguntam o que queremos ser quando formos grandes...Sei eu lá, com 4, 5, 6, o que quero ser, se ainda nem percebi quem sou e quem são os outros! Para pergunta idiota, resposta...igual: «pastora!», respondi eu, possivelmente ainda a pensar no papel desempenhado na festa de Natal da escola! Ou então a sonhar com pradarias imensas, bicharada mais ou menos auto-suficiente e um cão em brincadeiras comigo o dia todo...a ver existir a «Casa na Pradaria», sem as partes dramáticas habituais!

Aos 14, 15 anos pediram-me que escolhesse quem queria ser, e lá foi, não «pim, pam, pum»,  mas eu Mafaldinha me confesso, sendo do contra, seguindo o José Régio, «Não sei por onde vou, só sei que não vou por aí!».

Secundário acabado, volta a escolher e novas indecisões - credo, só tenho 17 anos, sei lá o que quero ser, aquilo em que quero trabalhar! E mais uma vez o Régio a ganhar: isto não, aquilo também não, isto não pode ser porque nunca escolhi aquilo, então resta...

Faculdade pronta...bom, agora com este curso só posso ser isto, vamos lá ver como é... E anos atrás de anos até finalmente perceber que sim, que até estava a ser quem devia ser e que sim, até gostava!

Em toda a novela há voltas e reviravoltas, golpes do destino, personagens que o autor reescreve à medida das conveniências dele próprio, dos restantes actores, do produtor, dos fãs... E esta não foi excepção, pelo que o episódio com esta personagem reinventada já começou há algum tempo...ainda sem destino à vista, ainda sem saber bem o que deverei consentir ser, agora que já não me consentem ser aquilo que era e que não há maneira de me deixarem experimentar o azul do céu.

Volto ao princípio, aos 5, 6 anos…acho que mais logo quero correr pela pradaria, debaixo de um solinho morno, com cão afável...e sem índios maus, please!!!!!!!!!!!

 

 

Rabiscado por... misal às 22:42
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