Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Esta, pelos vistos, não é a minha história!

 

Pois parece que a minha história não é mesmo a que eu julgava, aquela que construí durante anos e anos, muito ao sabor do acaso, das oportunidades que surgiam e seguia ou, pelo contrário, punha de lado, por descrença, medo, insatisfação, comodismo...

Poucas foram as vezes em que segui um caminho previamente traçado, muitas aquelas em que enfiei sonhos em moldes que caíam no meu colo, feitos por outros. Habituei-me a escolher entre as hipóteses que se cruzavam comigo, depois de confirmar que isto não queria, aquilo não podia, portanto, só aquilo servia!

Finalmente, uma vida inteira depois, também porque o acaso (a sorte?) o determinaram, o caminho percorrido está prestes a terminar e pela primeira vez sinto o entusiasmo de pensar naquilo que quero, de tentar descobrir o que me fará realmente feliz, uma vez que decidi que desta vez serei a talhar os meus sonhos, não me subjugando ao que pode ser, antes criando o meu destino.

Por isso, deixem-me rir, até para me despedir da história que foi minha sem ser por escolha,daquela história que nasceu aos poucos e durou tanto tempo, da história em que criei laços com tantos projectinhos de gente, da história em que fui feliz.

E deixem-me rir para ganhar balanço, para traçar o futuro evitando os medos de quem é novo na arte de criar histórias sem rede.

 

Jorge Palma no CCB, 2 de Junho de 2003 

DEIXA-ME RIR

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Rabiscado por... misal às 23:34
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4 comentários:
De AMar a 23 de Março de 2009 às 00:22
Pois eu cá acho que esta história é tua... desculpa lá o abuso, nossa! Parece-me é que a história não acaba aqui!
Mas poderia ser outra, a partir de agora, sem a que ficou para trás?
Poderias tu lançares-te e voar mais alto, sem antes teres tomado este balanço.?
Contra aquilo que acha o meu "Janito" em relação a
mim mesma, quero pensar positivo e ser optimista: a nossa história escreve-se todos os dias, umas vezes o correr da pena é mais escorreito e a escrita sai melhor, outras mais não parece do que um borrão. Se somos exigentes e temos confiança em nós mesmos, rasgamos essa página, reescrevemos e reescrevemos até ficar como gostaríamos.
Quando se tem, como tu, vários "críticos e consultores literários" e também, uma claque de fans, não há que temer rasgar a página e começar de novo. A tua história tem ainda muitos capítulos para escreveres. Quer parecer-me que se alguém escreveu por ti o prefácio, a introdução já é tua e seguramente os próximos capítulos terão a tua marca. Por isso, ri!
De Borboleta_A a 22 de Março de 2009 às 22:42
Há histórias que oferecem à vida a oportunidade de ser "ouvida" outra vez, traçando um novo futuro de uma história com vida...
De LL a 21 de Março de 2009 às 01:43
Estarei sempre por cá, a acompanhar os teus sonhos e as tuas escolhas. E a acreditar que te levantas, de cada vez que possas cair ou escorregar. Talvez as nossas histórias existam mesmo para descobrirmos que somos nós, sim, quem as pensa e quem as constrói e que, por muito que outros ou as circunstãncias nos queiram conduzir, somos nós quem detém o poder para as publicarmos, na sua versão definitiva e com final feliz.
De misal a 21 de Março de 2009 às 11:38
Big abraço, miúda!

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