Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Emoções... in ou out?

 

Ao que consta, pela leitura de um comentário ao post «mulheres, filmes e lágrimas» e de posts de outros blogs, pelo que oiço (ainda vou ouvindo umas coisitas, apesar da surdez!) e vejo, parece que a expressão das emoções e o falar sobre elas está (continua?) completamente out. Emocionarmo-nos com uma situação que presenciamos, com uma cena de um filme, com uma melodia, com um poema, com o gesto de alguém, parece que é considerado por muitos como pieguice e sinal de fraqueza.

Se assim é, sou assumidamente piegas... e com muito gosto! No entanto, não considero sinal de fraqueza o sentir-me tocada por uma palavra, por uma canção, por algo que acontece, mas sim uma conquista, num mundo em que parece não haver grande lugar para as emoções e para os afectos e, muito menos, para os mostrar e falar sobre eles.

É para mim, de facto,  uma conquista relativamente recente e ainda não alargada a todos aqueles com quem convivo, o falar sobre o que sinto e o não ter pudor em mostrá-lo. Chorar de alegria ao ver alguém atingir um objectivo, emocionar-me com um espectáculo a que assisto, ficar completamente «ranhosa» a assistir a um daqueles programas da Oprah, seria completamente impensável, ou melhor, seria inadmissível há uns anos atrás, porque a questão essencial parece-me realmente esta: não são muitas vezes as emoções o tabu, tabu é mostrá-las aos outros e assumi-las perante nós mesmos, numa visão completamente redutora do ser humano.

Não é só o nosso corpo que faz de nós aquilo que somos; não é apenas o pensamento e a razão que nos constroem enquanto entidade única; sem a capacidade de sentir e de partilhar o que sentimos com os outros, não somos seres verdadeiramente completos. É no toque, no gesto de carinho, no abraço de amizade, no riso, no piscar de olhos cúmplice, no choro, na comunicação pelo olhar, mas também na fala (e na comunicação oral, no caso das línguas  visuais, como a Língua Gestual) e na troca de ideias que nos constituímos enquanto seres humanos. Porquê, então, a recusa em mostrar que somos de carne e osso, como todos os outros com quem partilhamos a vida neste planeta? Por vergonha, por medo, por preconceito, por defeito de educação? Libertemo-nos dessas amarras inúteis que condicionam a nossa vida, que nos impedem de mostrar aos outros quem somos verdadeiramente e corramos o risco de sermos autênticos!

 

E a propósito... Roy Orbison e a canção Crying:

 

 

Rabiscado por... misal às 12:12
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