Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Autenticidade

                ODE

Para ser grande, sê inteiro:nada

        Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

        no mínimo que fazes,

Assim em cada lago a lua toda,

       Brilha, porque alta vive.

Ricardo Reis

Sem comentários...

Bom fim-de-semana!

Tou...:
Rabiscado por... misal às 22:21
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

LANÇAMENTO DO LIVRO "HISTÓRIA DOS SURDOS"

«A Surd’Universo edita este novo livro História dos Surdos no Mundo e em Portugal, da autoria de Paulo Vaz de Carvalho, lançando-o oficialmente no Auditório do Ministério da Educação, sito na Av. 24 de Julho, 140 (Lisboa), hoje,quarta-feira, 27 de Junho às 17h00.

 

Dividido em duas partes - o Mundo e Portugal - esta obra transporta-nos desde tempos tão remotos como o antigo Egipto até aos dias de hoje, cobrindo a evolução dos métodos de ensino de Surdos, do seu movimento associativo, das diversas línguas gestuais e investigações em curso, destacando ainda Pessoas Surdas que, pelo seu papel excepcional na História, enquanto líderes de comunidades ou de excelência artística ou científica, merecem um lugar de destaque.

 

Editado pela Surd'Universo, uma editora também ela gerida por Surdos, especializada em livros e materiais vocacionados para a Comunidade Surda.»

 

Recebi há dias o boletim informativo da Surd'Universo que dava conta do lançamento deste livro e apesar de ser em cima da hora, aqui está uma ajudinha na divulgação. O livro custa 18,5€ e, se desejar adquiri-lo, contacte a Surd'Universo (procure aqui neste blog, em Links- Nós, que ouvimos também com os olhos!).

Rabiscado por... misal às 16:02
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Paciência?!...

Tenho folheado, nos últimos dias, os meus livros de poesia e redescoberto alguns de que já não me lembrava. Reli os poemas que tinha marcado das primeiras vezes ( há livros e textos a que regressamos vezes sem conta) e, feito o balanço, há alguns que continuam a ser «aqueles», outros que já não me dizem nada e, por fim, descobri a beleza de outros que antes ignorara ou à qual fora indiferente. 
E hoje, gostava de partilhar este, que «descobri» pela primeira vez:
 
 

ONDE A ESCRITA NÃO OUSA CHEGAR

 

Tudo o que se diga a quem sofre

sabe a pouco se foi dito por quem nunca sofreu.

Não há fala que mitigue a dor

de um corpo à espera da morte,

não há alívio que apazigúe a aflição

de quem se defende da luz de cada dia.

 

Há, do outro lado da escrita,

uma voz que resume todo o sofrimento,

e contudo não se queixa,

não conhece o fel de toda a imprecação

nem a fúria a que leva o desespero.

É uma voz mansa e paciente, delicada,

soletrando as sílabas e os segundos

como se cada hora fosse uma dádiva,

como se cada dia não passasse de um milagre.

 

Nem nos quadros, na exaltação das cores,

encontrei quem enfrentasse o sofrimento

com esta paz, com esta laboriosa esperança.

Este sofrimento já se apoderou

de muito do que eu amava,

sem consentir pactos nem tréguas.

 

Nunca um sofrimento assim

caberá inteiro no tumulto de um poema.

Há lugares a que  a escrita não ousa chegar

por serem demasiado humanos para que os digamos.

 

José Jorge Letria, O Livro Branco da Melancolia

 
 
 
Eu sei que quem nos diz (a todos nós que temos uma doença crónica ou outra doença prolongada) «Tens de ter paciência!», não o faz por mal, mas apenas por não saber o que dizer.
Um conselho: se não sabe o que dizer à/ao seu/sua  amigo(a) que está doente, não diga isto, por favor! Você não sabe a paciência que ele/ela já teve até ao momento, não consegue sequer imaginar o que será passar pelo sofrimento físico e emocional de uma doença que nos desgasta, que nos diminui, que nos rouba tanto, a não ser que já tenha passado pelo mesmo e, mesmo assim, cada um tem a sua maneira própria de enfrentar os  demónios!
Por favor, se não sabe o que dizer, diga apenas «Gosto de ti» e dê-lhe um abraço ou um beijo. Isso chega para nos aquecer a alma e para nos dar força nos momentos mais difíceis.
Paciência, temo-la aos quilos, sempre que damos um passo em frente com um sorriso, mesmo amarelito, nos lábios. Às vezes já não chega é para ouvir o «Tens de ter paciência!»!
 
 
Tou...:
Rabiscado por... misal às 22:48
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Fim-de-semana

O Sol e o calor voltaram por dias. Será que é desta que chega o Verão?

O «meu sol interior» também parece estar de regresso...

Sol + sol = alegria, coragem, esperança!

 

 

DESPEDIDA

 

Colhe

todo o oiro do dia

na haste mais alta

da melancolia.

 

Eugénio de Andrade

Tou...:
Trálálá...: «o que será o amanhã, responda quem souber...», Simone
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Rabiscado por... misal às 00:45
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Blog

Mantivera no fim da adolescência
aquilo a que chamava simplesmente
o seu diário íntimo:
páginas manuscritas onde ardiam
rastilhos de mil sonhos que rasgavam
as mordaças da angústia social,
a timidez tão própria da idade.
 
Nessa caligrafia cuja cor
fora ainda a do sangue
colheu a energia necessária
pra atravessar como um sonâmbulo
o ordálio daquela juventude,
o seu incandescente calendário
de amizades vorazes, tão velozes
como os amores que julgava eternos
e outras feridas mal cauterizadas.
 
Hoje quase não volta a essas páginas:
estamos no século XXI
e em vez do diário de outros tempos
mantém agora um blog
onde todos os dias extravasa
recados, atitudes, confissões,
coisas no fundo tão inofensivas
como o fogo que outrora lhe acendia
as frases lancinantes
- embora hoje em dia quando escreve
tenha por um momento a ilusão
de que as suas palavras continuam
a propagar ainda o mesmo vírus,
e a alimentar, quam sabe, os mesmos
sonhos
sempre que alguém desconhecido as ler
como quem só assim então escutasse
um segredo na noite do mundo.
 
Mas, apesar de todo o entusiasmo
que o mantém acordado por noites sem fim,
ele adivinha que também virá
um dia a abandonar sem saber como
o seu actual vício solitário
e dentro de alguns anos, ao reler
as frases arquivadas no computador,
talvez tudo isso lhe pareça então
fruto de gestos tão adolescentes
como os que antigamente preenchiam
esses cadernos amarelecidos
e hoje sepultados para sempre
em esquecidas gavetas de outro século.
 
Fernando Pinto do Amaral, Pena Suspensa
 
 
Esclarecimentos:
  1. Não, não ganho nenhuma comissão por divulgar poesia portuguesa.
  2. Não, não quero armar-me em intelectual, «postando» poesia ou excertos de qualquer outro tipo de literatura (prova: fui ao dicionário ver o significado de "ordálio": «prova jurídica chamada também Juízo de Deus, usada na Idade Média, e que consistia em o acusado se submeter a torturas físicas que provariam a sua inocência, caso não lhe causassem dano» - só uma questão: terá havido algum acusado considerado inocente?
  3. Não, não fiz nenhuma promessa de «postar» dia sim, dia não (ou dia sim, dia sim!) os poemas que leio.
  4. Sim, gosto de ler poesia (... e não só). E como os ouvidos nem sempre me permitem ouvir música (já raramente e só música conhecida), ou ouvir programas de televisão (abençoado país em que há legendas nas séries e nos filmes, em vez de dobragens!) ou até conversar ao mesmo tempo com mais do que uma pessoa,dedico à leitura muito do meu tempo. Sempre gostei de ler, agora agradeço por isso.Lamento apenas o preço exorbitante dos livros pois, para além de ler, também há prazer no acto de possuir um livro (abençoados família e amigos pelo empréstimo, obrigada às Bibliotecas Municipais - em tempos de crise há que deitar mãos a todos os recursos).
  5. Sim, muitas vezes encontro poemas, frases, provérbios, máximas que exprimem exactamente o que sinto no momento em que os leio. E alegra-me pensar que as emoções não são propriedade de ninguém e que já alguém sentiu aquilo que vivencio.
  6. Sim, gosto de partilhar  os poemas e as frases  que me agradam.
  7. Sim, tenho uma inveja imensa de quem escreve poesia assim! Gostaria de me exprimir deste modo, mas penso que só os talentosos e trabalhadores (talento sem trabalho não serve para nada e vice-versa!) o conseguem e não ouso sequer arriscar a ideia de que posso escrever poesia, pois não me considero nem com talento para tal nem suficientemente persistente.
  8. Não, nunca tive um diário nem quando adolescente.
  9. Sim, «extravaso» aqui aquilo que me percorre o sentir e o pensamento, aquilo que leio e me toca, as minhas dúvidas e tanto mais.
  10. Sim ou não? - não sei se virei a achar infantis estes «posts» e até a ideia de manter um blog, nem isso me preocupa agora. Para já, tem-me sabido bem poder fazê-lo e, com isso, tentar exorcizar alguns dos meus demónios diários desta «era pós-Cogan», para além de tentar divulgar informações sobre  esta doença. O resto se verá!
Rabiscado por... misal às 20:40
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Da voz das coisas

Só a rajada de vento

dá o som lírico

às pás do moinho.

 

Somente as coisas tocadas

pelo amor das outras

têm voz.

 

Fiama Hasse Pais Brandão

 

Apenas e sempre o amor, sob todas as suas formas (amor, amizade, carinho, auto-estima...), importa! Na hora do grito, da lágrima, da gargalhada ou do murmúrio, é do amor daqueles que «tocámos» e que nos «tocaram» que precisamos. Quando um dia quase tudo o que tomávamos por certo nos é tirado, só isso fica, mas isso basta para voltarmos a erguer-nos. O resto reconstrói-se devagarinho, é só areia levada pelas ondas; o (a)mar, não!

Tou...: a tentar sorrir!
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Rabiscado por... misal às 19:26
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Entrevista a Maria de Lurdes Modesto

Li hoje, numa revista (Medicina&Saúde, nº116, Junho 2007), uma entrevista a Maria de Lurdes Modesto na qual esta dá o seu testemunho  sobre a deficiência auditiva. Transcrevo a seguir algumas das suas declarações, que reflectem bem algumas das dificuldades por que passamos no dia-a-dia,nós os surdos (neste caso, com surdez - moderada a severa- adquirida):

  • «Somos a faixa maior dos surdos, aqueles que ouvem mal e sofrem com o ruído ambiente, com a incompreensão das pessoas, com o isolamento e com a troça.»
  • «Por vezes, quando as conversas se cruzam, não consigo apanhar o contexto e noto uma certa falta de paciência para me transmitirem o que dizem. regra geral, as pessoas não têm muita paciência para os surdos. Têm durante algumas horas, mas não na convivência diária.»
  • «Pretendemos(referindo-se à recém-criada Associação Portuguesa de Apoio a Pessoas com Dificuldades Auditivas, a que preside) instigar as pessoas a mudar algumas atitudes para connosco, por exemplo, a falarem-nos de frente e não ao ouvido. (...) A Segurança Social comparticipa com uma maior percentagem os óculos do que os aparelhos auditivos, portanto não reconhece a evolução. A Associação pretende chamar a atenção para esta questão, nomeadamente conseguir o maior reconhecimento desta deficiência e as respectivas implicações ao nível material e, em especial, os benefícios de que as pessoas com deficiência acabam por naõ beneficiar, porque não têm capacidade material para acompanhar a evolução.»

E fico a pensar, até porque tenho conhecimento pessoal de algumas situações: quantos surdos não ouvem melhor porque não dispõem e capacidade financeira para isso? Quantas crianças estão a atrasar-se na descoberta do mundo dos sons e da língua oral porque os pais não têm dinheiro para uma (às vezes duas!) prótese e o Estado demora muito (quando o faz) para comparticipar a aquisição? E quanto dinheiro mal gasto, quando tanta gente sofre literalmente em silêncio?

Tou...:
Rabiscado por... misal às 18:46
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Hoje, não!

Hoje, não!

Porque hoje não consigo ver o sol,

nem sequer imaginar que ele existe,

nem sequer fingir que não chove dentro de mim.

Hoje, não!

Porque também sou assim,

a metade do lado de lá,

a metade de mim sem luz nem cor.

Hoje, não!

 

 

 

Tou...:
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Rabiscado por... misal às 20:25
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

MESA DOS SONHOS

Ao lado do homem vou crescendo

 

Defendo-me da morte quando dou

Meu corpo ao seu desejo violento

E lhe devoro o corpo lentamente

 

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem

Todas as formas e começam

Todas as vidas

 

Ao lado do homem vou crescendo

 

E defendo-me da morte povoando

De novos sonhos a vida.

 

Alexandre O'Neill, Poesias Completas

 

 

«E defendo-me da morte povoando / De novos sonhos a vida. »

E eu, defendo-me da tristeza tentando sonhar outra vez e mais outra e mais outra ...

 

Tou...:
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Rabiscado por... misal às 16:35
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Domingo, 17 de Junho de 2007

Mais sobre Síndrome de Cogan

Cá estou eu, outra vez, a tentar fazer passar mais alguma informação sobre esta doença rara, de origem autoimune que, há um ano e tal resolveu aparecer na minha vida, sem aviso prévio, mas de forma brutal. De tal modo abrupta e causadora de mudanças radicais na minha maneira de ser e de relacionar-me com o mundo e com os outros, que hoje divido a minha vida em duas fases: o a.c. (antes de Cogan) e o d.c. (depois de Cogan). Ainda sou uma criança na «era d.c.», ainda tenho muitas dúvidas e poucas respostas para elas, ainda avanço pé ante pé  à procura de mim mesma, tentando reestruturar-me, para poder continuar a caminhada. Sei, contudo, que serei para sempre uma «Coganita» (tradução para português do termo empregue pelos franceses), palavra que me dá sempre vontade de rir por me lembrar outra também nada edificante. E tem sido assim o meu novo percurso:  risos e choros, felizmente pouca chuva e muito sol, graças à família e aos poucos, mas bons amigos. Continuo a achar que é uma questão de sobrevivência e não de coragem o tentar manter-me sãzinha de cabeça (será que tenho conseguido?), já que o corpito já esteve melhor (mas pior também, se olhar para trás!). Não posso nem quero ficar sentada a lamentar-me enquanto a vida espera por mim, assim como não quero a piedade dos outros. Por isso, «'bora prá frente»!

A Síndrome de Cogan é, talvez, uma das doenças imunológicas do ouvido interno menos conhecidas. Assemelha-se, em alguns sintomas,ao Síndrome de Ménière, mais do conhecimento geral.

 

DOENÇAS IMUNOLÓGICAS DO OUVIDO INTERNO

 

DOENÇAS SISTÉMICAS

  • Poliartrite Nodosa
  • Granulomatose de Wegener
  • Síndrome de Behçet
  • Policondrite Recidivante
  • Lúpus Eritematoso Sistémico
  • Artrite Reumatóide
  • Doença de Ménière
  • Síndrome de Cogan:
    É uma alteração que ocorre em adultos jovens e se caracteriza por ceratite intersticial não sifilítica e disfunção vestíbulo-auditiva.
    A ceratite desenvolve-se rapidamente com fotofobia, lacrimejamento e dor ocular. Os sintomas vestíbulo-auditivos são caracterizados por episódios agudos de vertigem, zumbido e perda auditiva, a qual é progressiva e pode levar a surdez profunda. Tais sintomas ocorrem de 1 a 6 meses antes ou após a ceratite intersticial e, quando estão associados a outras alterações oculares que não a ceratite,  são também considerados como S. de Cogan atípica.
    A S. de Cogan pode eventualmente estar associada a sintomas sistémicos, tais como artrite, PAN, glomerulonefrite, doenças inflamatórias intestinais e esplenomegalia.
    A S. de Cogan é considerada uma desordem de órgão específica (ouvido e olhos) e secundária a uma resposta de hipersensibilidade a um ou mais agentes infecciosos. Uma condição similar a esta síndrome é a Síndrome Vogt - Koyanogi - Harada. 
    A Síndrome de Cogan nem sempre se manifesta inicialmente com todas as suas características, o que pode dificultar o seu diagnóstico que é eminentemente clínico. Desta forma, um acompanhamento minucioso do paciente com audiometrias  seriadas, avaliação multidisciplinar (otorrinolaringológica, oftalmológica e clínica) é imprescindível para o diagnóstico. A introdução precoce do tratamento influencia o prognóstico do quadro clínico, principalmente o auditivo.
Rabiscado por... misal às 20:27
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Nada sobre mim

Procurar agulha em palheiro...

 

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